domingo, abril 09, 2006
Luta dos sexos na telinha e na telona
Se para você o que importa num filme é o humor, independentemente do estilo de piada, O Âncora - A Lenda de Ron Burgundy é o filme certo, pois reúne humor de todos os tipos e gostos e faz, literalmente, a barriga doer de tanto rir. A trama se passa nos anos 70 e conta a história de Ron Burgundy (Will Ferrell) que é o âncora de telejornal mais famoso de San Diego. Ron é visto como um deus pelas pessoas e por ele mesmo, que é totalmente egocêntrico e arrogante, principalmente com as mulheres. No entanto, Ron se apaixona justamente pela experiente jornalista Verônica (Christina Applegate) que foi recentemente contratada pela emissora em que ele trabalha. Mas a situação começa a mudar de figura quando Verônica realiz o sonho de ser âncora nacional e apresenta o telejornal no lugar dele. A partir daí, Verônica não teria mais paz.Em uma sociedade machista dos anos 70 em que os homens mantinham soberania profissional sobre as mulheres, O Âncora faz uma crítica bem-humorada (e prazerosa de se assistir) sobre a luta entre os sexos e da briga – em certo momento até literalmente – pela audiência entre as emissoras jornalísticas.
Contra Verônica estão também o 'homem do tempo' Brick Tamland, o comentarista esportivo Champ Kind e o repórter de campo Brian Fantana. Os três juntamente com Ron tentam de todo jeito mantê-lo como âncora e garantem boas gargalhadas aos telespectadores. O diretor e roteirista Adam McKay está de parabéns pelo roteiro, que foge da obviedade dos roteiros de comédias mas sem perder a característica “happy end” Hollywoodiana (que na verdade não poderia faltar, já que se trata de um filme humorístico) e pela escolha do elenco que não podia ser melhor. O figurino à la anos 70 ajuda a acentuar os risos.Lançado em 2004 nos Estados Unidos, O Âncora recebeu 4 indicações ao MTV Movie Awards, nas categorias: Melhor Comediante (Will Ferrell), Melhor Equipe (Will Ferrell, Paul Rudd, Fred Armisen e Steve Carell) e Melhor Luta e Melhor Sequência Musical. Fica aí, então, a dica para quem estiver “brocoxô”, “deprê”, ou só de bobeira mesmo e quiser dar boas risadas numa comédia leve, mas nem tão fútil quanto “Legalmente Loira 2”, nem tão picante quanto “American Pie 3” e nem tão “viajado” quanto “Cara, cadê meu carro”; um meio-termo perfeito entre um ótimo roteiro e boas piadas.
*Fotos de Adorocinema
domingo, março 19, 2006
Trier & U.S.A.
Lars von Trier sabe, de fato, fazer cinema como poucos sabem. A ousadia do diretor dinamarquês já é marca registrada nas produções que capitaneia, roteiriza e dirige. Não é a toa que suas concepções inovadoras de cinematografia já ganharam os palcos e os principais prêmios de festivais como Cannes, como aconteceu com os filmes “Dançando no Escuro” (2000) e “Ondas do Destino” (1996).
Com “Dogville” não poderia ser diferente. A produção, filmada na França e protagonizada pela australiana Nicole Kidman (Moulin Rouge) deixou boquiaberto o Festival de Cannes em 2003, assim como deixou furiosa a crítica cinematográfica norte-americana.
Trier simplesmente dispensou o cenário em “Dogville”. A cidade é apenas composta pelas ruas e por meras delimitações das residências rabiscadas no chão. Não há casas, prédios, postes... Absolutamente nada disso. O cenário em si lembra uma planta arquitetônica e a desenvoltura dos atores o materializam em um teatro imaginário.
O roteiro é marcante. Marcante o suficiente para o telespectador esquecer a estranheza inicial do cenário ausente, mergulhando fundo na proposta do enredo. O filme é dividido em nove capítulos e um prólogo, que contam a trajetória de Grace (Nicole Kidman) na pequena cidade de Dogville, durante o período da Depressão norte-americana.
É neste contexto, de uma pequena cidade onde todos se conhecem, que Grace será uma estranha desde sua chegada. Ela aparece fugindo de um grupo de gangsteres da cidade grande, e é nesta fuga solitária que ela acaba chegando a Dogville, deixando todos apreensivos com a possível ameaça que sua presença possa despertar. Ela se instala na cidade e começa a ajudar todos os moradores nas tarefas do dia-a-dia, como modo de conquistar-lhes a confiança e a simpatia.
Mesmo trabalhando para o bem de todos voluntariamente, ela nunca deixa de ser vista como uma estrangeira pelos habitantes de longa data de Dogville, mesmo por aqueles que simpatizam com ela. Eles cobram dela a hospitalidade que oferecem, dando-lhe mais serviços a serem prestados, explorando a sua bondade inicial em querer colaborar nos trabalhos diários. O detalhe é que tais tarefas nunca foram realizadas anteriormente, sendo atribuídas a Grace a incumbência de fazê-los. Trata-se visivelmente do preconceito ao estrangeiro, explicitado na personagem de Nicole Kidman a relação de xenofobia. Grace é obrigada a fazer tudo aquilo que ninguém tem vontade de fazer. Ou seja, os trabalhos de âmbito mais cansativos e braçais são colocados sobre a carga diária de responsabilidades da nova moradora de Dogville.
Com o passar do tempo, Grace não será apenas a estrangeira explorada. Ela sofrerá acusações em torno de qualquer coisa ruim que aconteça, e será também o alvo de retaliações, desmandos punitivos e agressões sexuais freqüentes de quase todos os homens da cidade. Grace é freqüentemente estuprada, acusada de roubos e, além disso, torna-se a responsável pelas desavenças que acontecem em Dogville, sob a ótica de seus antigos moradores.
A interpretação de Nicole Kidman é indiscutível. Nicole soube dar toda a consistência de uma mulher subjugada e frágil à personagem de Grace, o que chega a despertar o caráter de mártir em seu papel. Os outros personagens são retratados como os patrões incisivos, que se aproveitam da situação de bondade alheia para a exploração desmedida. O elenco é ainda composto por Lauren Bacall, Harriet Andersson, Jean-Marc Barr, Paul Bettany, Blair Brown e James Caan.
Para efetivar o seu objetivo de crítica aos Estados Unidos, Trier fez dos moradores de Dogville moralistas por excelência. Na pequena cidade, todos se julgam corretos o suficiente para menosprezar e cobrar a hospitalidade oferecida à nova moradora, Grace. No entanto, tal ideário, supostamente correto, demonstrar-se-á podre de dentro para fora.
“Dogville” é o primeiro filme de uma trilogia de Trier, que será intitulada “U, S, and A”. O segundo filme da série, intitulado “Manderlay” foi um dos filmes mais aplaudidos no último festival de Cannes do 2005.
Com “Dogville” não poderia ser diferente. A produção, filmada na França e protagonizada pela australiana Nicole Kidman (Moulin Rouge) deixou boquiaberto o Festival de Cannes em 2003, assim como deixou furiosa a crítica cinematográfica norte-americana.
Trier simplesmente dispensou o cenário em “Dogville”. A cidade é apenas composta pelas ruas e por meras delimitações das residências rabiscadas no chão. Não há casas, prédios, postes... Absolutamente nada disso. O cenário em si lembra uma planta arquitetônica e a desenvoltura dos atores o materializam em um teatro imaginário.
O roteiro é marcante. Marcante o suficiente para o telespectador esquecer a estranheza inicial do cenário ausente, mergulhando fundo na proposta do enredo. O filme é dividido em nove capítulos e um prólogo, que contam a trajetória de Grace (Nicole Kidman) na pequena cidade de Dogville, durante o período da Depressão norte-americana.
É neste contexto, de uma pequena cidade onde todos se conhecem, que Grace será uma estranha desde sua chegada. Ela aparece fugindo de um grupo de gangsteres da cidade grande, e é nesta fuga solitária que ela acaba chegando a Dogville, deixando todos apreensivos com a possível ameaça que sua presença possa despertar. Ela se instala na cidade e começa a ajudar todos os moradores nas tarefas do dia-a-dia, como modo de conquistar-lhes a confiança e a simpatia.
Mesmo trabalhando para o bem de todos voluntariamente, ela nunca deixa de ser vista como uma estrangeira pelos habitantes de longa data de Dogville, mesmo por aqueles que simpatizam com ela. Eles cobram dela a hospitalidade que oferecem, dando-lhe mais serviços a serem prestados, explorando a sua bondade inicial em querer colaborar nos trabalhos diários. O detalhe é que tais tarefas nunca foram realizadas anteriormente, sendo atribuídas a Grace a incumbência de fazê-los. Trata-se visivelmente do preconceito ao estrangeiro, explicitado na personagem de Nicole Kidman a relação de xenofobia. Grace é obrigada a fazer tudo aquilo que ninguém tem vontade de fazer. Ou seja, os trabalhos de âmbito mais cansativos e braçais são colocados sobre a carga diária de responsabilidades da nova moradora de Dogville.
Com o passar do tempo, Grace não será apenas a estrangeira explorada. Ela sofrerá acusações em torno de qualquer coisa ruim que aconteça, e será também o alvo de retaliações, desmandos punitivos e agressões sexuais freqüentes de quase todos os homens da cidade. Grace é freqüentemente estuprada, acusada de roubos e, além disso, torna-se a responsável pelas desavenças que acontecem em Dogville, sob a ótica de seus antigos moradores.
A interpretação de Nicole Kidman é indiscutível. Nicole soube dar toda a consistência de uma mulher subjugada e frágil à personagem de Grace, o que chega a despertar o caráter de mártir em seu papel. Os outros personagens são retratados como os patrões incisivos, que se aproveitam da situação de bondade alheia para a exploração desmedida. O elenco é ainda composto por Lauren Bacall, Harriet Andersson, Jean-Marc Barr, Paul Bettany, Blair Brown e James Caan.
Para efetivar o seu objetivo de crítica aos Estados Unidos, Trier fez dos moradores de Dogville moralistas por excelência. Na pequena cidade, todos se julgam corretos o suficiente para menosprezar e cobrar a hospitalidade oferecida à nova moradora, Grace. No entanto, tal ideário, supostamente correto, demonstrar-se-á podre de dentro para fora.
“Dogville” é o primeiro filme de uma trilogia de Trier, que será intitulada “U, S, and A”. O segundo filme da série, intitulado “Manderlay” foi um dos filmes mais aplaudidos no último festival de Cannes do 2005.
domingo, março 05, 2006
Em ótima companhia...
Pela foto da capa, supõe-se tratar de mais um filmezinho de comédia romântica, à la “Filha do Chefe”, mas felizmente “Em Boa Companhia” foi uma das melhores surpresas cinematográficas para mim este ano, assim como foi “Closer – perto de mais”, ano passado.
Com uma fotografia digna de Oscar, o filme retrata uma realidade moderna, sem grandes romantismos e com um toque de humor. “Em Boa Companhia” mostra a dificuldade do executivo de 51 anos, Dan Foreman (Dennis Quaid), chefe de vendas de publicidade, ser rebaixado a “braço direito” de Carter Duryea (Topher Grace) de apenas 26 anos, uma realidade não muito distante da atual, já que carrega-se a imagem de experiência atrelada à idade. Além de ter que se adaptar ao novo cargo, Dan descobre que será pai pela terceira vez, que seus colegas de trabalho serão demitidos e sua filha mais velha tem um caso com seu chefe.
Não, também não é um daqueles filmes de comédia em que você ri da desgraça alheia; como eu disse é um filme bem real, com problemas reais.
A veracidade do filme está também na trilha sonora selecionada que, na verdade, quase não tem. Calma, não sou maluca... é que as cenas se passam, em sua maioria, em silêncio, apenas as falas e o som ambiente de fundo, como acontece de fato na vida. As músicas (músicas mesmo, não trilhas instrumentais) foram utilizadas em ocasiões especiais, como nas passagens de tempo ou mudanças de ambiente. Mas pelo fato do filme se passar quase inteiro no silêncio pode ser considerado por alguns como “parado”.
Realmente, “Em Boa Companhia” não é uma produção no estilo “Hollyoodiano”, com trilhas de suspense para prender a atenção e trilhas românticas para dar idéia de romance. Neste filme, são as ótimas interpretações e os “takes” muito bem elaborados que passam toda a sensação necessária e prendem o telespectador do início ao fim. Se você procura cenas apelativas, de violência ou ação, definitivamente, este não é um filme para você. Mas se você é do tipo que curte filmes “reais”, que representam o que poderia de fato acontecer com qualquer um, sem grandes coincidências nem grandes acidentes do destino e sem final previsível, não deixe de ver “Em Boa Companhia”, um filme que relata apenas a vida real, nua, crua e sem trilha sonora.
*Fotos retiradas do site 24 Sundays
Com uma fotografia digna de Oscar, o filme retrata uma realidade moderna, sem grandes romantismos e com um toque de humor. “Em Boa Companhia” mostra a dificuldade do executivo de 51 anos, Dan Foreman (Dennis Quaid), chefe de vendas de publicidade, ser rebaixado a “braço direito” de Carter Duryea (Topher Grace) de apenas 26 anos, uma realidade não muito distante da atual, já que carrega-se a imagem de experiência atrelada à idade. Além de ter que se adaptar ao novo cargo, Dan descobre que será pai pela terceira vez, que seus colegas de trabalho serão demitidos e sua filha mais velha tem um caso com seu chefe. Não, também não é um daqueles filmes de comédia em que você ri da desgraça alheia; como eu disse é um filme bem real, com problemas reais.
A veracidade do filme está também na trilha sonora selecionada que, na verdade, quase não tem. Calma, não sou maluca... é que as cenas se passam, em sua maioria, em silêncio, apenas as falas e o som ambiente de fundo, como acontece de fato na vida. As músicas (músicas mesmo, não trilhas instrumentais) foram utilizadas em ocasiões especiais, como nas passagens de tempo ou mudanças de ambiente. Mas pelo fato do filme se passar quase inteiro no silêncio pode ser considerado por alguns como “parado”.Realmente, “Em Boa Companhia” não é uma produção no estilo “Hollyoodiano”, com trilhas de suspense para prender a atenção e trilhas românticas para dar idéia de romance. Neste filme, são as ótimas interpretações e os “takes” muito bem elaborados que passam toda a sensação necessária e prendem o telespectador do início ao fim. Se você procura cenas apelativas, de violência ou ação, definitivamente, este não é um filme para você. Mas se você é do tipo que curte filmes “reais”, que representam o que poderia de fato acontecer com qualquer um, sem grandes coincidências nem grandes acidentes do destino e sem final previsível, não deixe de ver “Em Boa Companhia”, um filme que relata apenas a vida real, nua, crua e sem trilha sonora.
*Fotos retiradas do site 24 Sundays
domingo, fevereiro 12, 2006
Aeon Flux nos cinemas

No próximo dia 24 irá estrear nos cinemas brasileiros o filme “Aeon Flux”, de Karyn Kusama. A produção é uma adaptação da série de animação de Peter Chung, que chegou a ser exibida na MTV Brasil no mês passado. A trama é protagonizada por Charlize Teron (O Advogado do Diabo) e conta também com as atuações de Frances McDormand (Terra Fria) e Marton Csokas (Cruzada).
O enredo de “Aeon Flux” concerne diretamente com as características de uma ficção científica pura: a valorização demasiada do não-real. O roteiro retrata uma situação futura da população terrestre, na qual os humanos são uma minoria ínfima que vive restrita em uma única cidade. A quase totalidade das pessoas foi dizimada por uma grande epidemia que assolou o planeta, com exceção dessa cidade na qual vivem os sobreviventes (que são poucos). Entre eles, há um líder, uma pessoa que estabeleceu um governo à qual todos são submetidos. Aeon Flux, por sua vez, é uma agente misteriosa que chega à cidade com o objetivo de matar esse líder. No entanto, ao se relacionar com as pessoas que vivem no local, ela começa a ter dúvidas a respeito do benefício de executar a missão.
Charlize Teron é quem interpreta o papel da agente Aeon Flux. De acordo com as notícias veiculadas sobre o filme, a atriz se envolve em diversas cenas de luta de tirar o fôlego. Foi, inclusive, em uma dessas cenas que Charlize se machucou e teve de ficar seis semanas sem poder gravar.
“Aeon Flux” estreou nos Estados Unidos no final do ano passado e não rendeu a bilheteria que a produtora e distribuidora do filme, a Paramount Pictures, esperava. No entanto, ainda confia que a produção vingue nos outros países, visto que a série é consideravelmente popular entre os jovens.
Para ver o trailer de "Aeon Flux", clique aqui.
*Foto retirada do site Amazon.
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
ESPECIAL Oscar 2006: Os Indicados (Parte 4)

Ao contrário do que acontece na categoria de melhor ator, o prêmio que irá definir a melhor atriz de 2005 já tem mãos quase certas: as de Reese Witherspoon, a nova ‘queridinha da América’. Resse concorre pela sua atuação no filme “Johnny e June”, de James Mangold, em que interpreta o papel de June Carter Cash, mulher do lendário cantor country Johhny Cash.
Essa é a primeira vez em que a atriz concorre ao prêmio da academia. Nunca fora indicada ao Oscar, e agora é a preferida ao prêmio de melhor atriz. Isso reflete diretamente os tipos de produções nas quais ela andava atuando. Em “Johnny e June”, por exemplo, interpretando o papel da mulher de um cantor famoso, Reese valoriza a sua performance dramática, séria e valorativa, o que eleva em muito a sua atuação, deixando para trás trabalhos como “Legalmente Loira” (1 e 2) e “Doce Lar”.
Como já foi dito na 3ª parte do ESPECIAL, “Johnny e June” é um musical country, uma cinebiografia do cantor Johnny Cash que se tornou muito famoso nos Estados Unidos e chegou a gravar canções, inclusive, ao lado de Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Carl Perkins. A estréia do filme no Brasil está prevista para o dia 10 de fevereiro.

Outra candidata ao Oscar de melhor atriz é a inglesa Judi Dench, pelo papel que desempenhou no filme “Senhora Henderson Apresenta...”, de Stephen Frears. Trata-se de uma comédia delicada, ambientada em Londres, durante a Segunda Guerra Mundial. Judi interpreta uma viúva milionária, dona de um estabelecimento, que decide investir no teatro. As peças que preconiza introduzem a nudez nos palcos, contrariando a censura da época que impedia esse tipo de expressão artística.
Judi já atuou em grandes produções e também já foi premiada em diversos festivais de cinema. Em 1999, por exemplo, a atriz ganhou o Oscar, o BAFTA e um prêmio da National Society Of Film Critics, além de indicações ao Screen Actors Guild Award e ao Globo de Ouro, de melhor atriz coadjuvante pela sua atuação de Rainha Elizabeth no filme “Shakespeare Apaixonado”. Sua carreira no teatro já despende mais de 40 anos, o que também já lhe rendeu um Tony (Oscar do teatro) e um Critic Circle Award de melhor atriz.
Uma curiosidade interessante sobre Judi Dench é que, ao longo de sua carreira, ela já interpretou grande parte dos papéis femininos de Shakespeare, seja no teatro ou cinema. Judi já foi Julieta, Beatrice, Lady Macbeth, Isabella, Titânia, Viola, Portia e Cleópatra.

Charlize Theron aparece novamente, concorrendo pela segunda vez o Oscar de melhor atriz. A primeira vez foi em 2000, pela sua atuação no excelente “Regras da Vida”, de Lasse Hallström, no qual fazia par romântico com Tobey Maguire (Homen Aranha). Dessa vez, no entanto, Charlize concorre por sua interpretação em “Terra Fria”, da diretora Niki Caro. O filme é baseado no primeiro caso judicial que condenou homens por assédio sexual nos Estados Unidos, na década de 70.
Charlize atua no papel de Josie Aimes, uma mulher que trabalha com várias outras em uma mina de ferro, em sua cidade natal. As trabalhadoras são frequentemente molestadas pelos homens que trabalham no mesmo local, e os proprietários da mina nada fazem para evitar os abusos. Josie então, em modo de defesa, decide levar o caso aos tribunais.
Antes de começar a filmar “Terra Fria”, Charlize estava atuando no filme-adaptação de ficção científica “Aeon Flux”. Devido a um acidente nos estúdios de gravação, Charlize cessou temporariamente as filmagens desse filme, e começou a trabalhar no projeto de Niki Caro.

A atriz inglesa Keira Knightley também concorre ao Oscar de melhor atriz por sua atuação na comédia “Orgulho e Preconceito”, de Joe Wright. Ela interpreta o papel de Elizabeth Bennet, uma jovem delicada que, na Londres do século 19, conhece o rapaz Fitzwilliam Darcy em um baile. A princípio, a jovem julga o rapaz arrogante e rude, pelo fato de ser rico, mas conforme os dias vão passando, Elizabeth começa a mudar de opinião. Trata-se de uma relação de amor e ódio entre os protagonistas, que leva a um final no mínimo previsível.

E para fechar o quadro das atrizes indicadas ao prêmio de melhor atuação feminina, temos Felicity Huffman, que concorre pela sua atuação no polêmico “Transamerica”, do novato cineasta Duncan Tucker. Felicity interpreta o papel da transexual Bree, que descobre ter tido um filho quando ainda era homem. Esse filho, agora adolescente, sonha em poder encontrar e conhecer o pai.
Felicity Huffman é mais conhecida por seus trabalhos em séries televisivas, que já lhe garantiram momentos de glória. Mulher do ator William H. Macy (Fargo), a atriz é uma das “Desperate Housewifes”, série esta de humor negro de maior sucesso nos Estados Unidos.
terça-feira, fevereiro 07, 2006
ESPECIAL Oscar 2006: Os Indicados (Parte 3)
Para o prêmio de melhor ator não há um favoritismo evidente. Os indicados nessa categoria não são (tão) novatos no cinema e já tiveram outros momentos de reconhecimento pelo seu trabalho. A categoria que definirá qual foi o melhor ator de 2005 pode trazer algumas surpresas para os espectadores, justamente devido à indefinição de quem é o favorito ao prêmio.
Um dos candidatos que tem consideráveis chances de vencer é o australiano Heath Ledger, protagonis
ta de “O Segredo de Brokeback Mountain”. A carreira do ator jazia em baixa quando recebeu o convite de Ang Lee para protagonizar a história de um romance homossexual entre dois caubóis. Ledger estudou o assunto, consultou algumas pessoas e acatou a proposta de Lee. Alguns amigos do australiano reprovaram a decisão, uma vez que o roteiro do filme incluía cenas de beijo com outro homem – no caso, com o ator Jake Gyllenhaal. Ledger, no entanto, acertou na decisão e deu um novo impulso à carreira.
O ator começou a atuar aos 10 anos de idade, quando se matriculou em uma companhia de teatro na Austrália. Desde então, começou a trabalhar em diversos filmes e seriados, primeiro para a TV australiana e depois para os estúdios de Hollywood. Entre os sucessos de bilheteria em que atuou estão “10 Coisas que Eu Odeio em Você” (1999), “O Patriota” (2000), “Coração de Cavaleiro” (2001) e “Os Irmãos Grimm” (2005).

Outro candidato de peso ao prêmio é o porto-riquenho Joaquin Phoenix, pela sua atuação no filme “Johnny e June”, do diretor James Mangold. Essa produção é um musical country, em que Phoenix, que interpreta o lendário Johnny Cash, divide as telas com a nova “queridinha da América” Reese Witherspoon. O filme provavelmente não será um sucesso de bilheteria no Brasil, em decorrência de sua temática e estilo, mas encaixa-se perfeitamente dentro da cultura norte-americana, o que justifica seu sucesso por lá.
Phoenix também já participou de grandes produções no cinema: atuou ao lado de Russell Crowe em “Gladiador” (1999) e foi apadrinhado pelo diretor M. Night Shyamalan nos filmes “Sinais” (2002) e “A Vila” (2004).
O nova-iorquino Philip Seymour Hoffman também tem bons motivos para acreditar em sua vitória no Osc
ar. Também ator de grandes produções e com longa carreira no teatro, Seymour foi quem deu vivacidade ao papel do emblemático jornalista Truman Capote, no filme-biografia “Capote”, de Bennett Miller. O seu trabalho nesse filme foi que lhe rendeu a indicação ao prêmio, e não seria de grande surpresa se ele o ganhasse.
Seymour é um ator por completo. Já fez papéis de comédia e drama, já atuou em filmes de suspense e romance e já soma quase 40 filmes em seu currículo. Entre eles estão Twister (1996), “Patch Adams – O Amor É Contagioso” (1998), “O Talentoso Ripley” (1999), “Quase Famosos” (2000), “Dragão Vermelho” (2002), “Cold Mountain” (2003) e “Quero Ficar Com Polly” (2004).

O ator norte-americano com descendência escocesa e havaiana David Strathairn concorre ao Oscar de melhor ator pela sua atuação em “Boa Noite e Boa Sorte”, de George Clooney. Essa é a primeira vez que ele concorre na categoria, e há quem aposte que ele levará a melhor.
Strathairn, atualmente com 57 anos de idade, já compôs o elenco de quase 80 filmes ao longo de sua carreira. Uma lista bastante longa, que inclui diversos trabalhos ao lado do diretor John Sayles, amigo de juventude de Strathairn. Entre os filmes em que trabalharam juntos estão “City Of Hope” (1991), “Passion Fish” (1992) e “Limbo” (1999), em que Strathairn atua ao lado de Mary Elizabeth Mastrantonio.
Entre todos
os indicados ao Oscar de melhor ator nenhum é mais versátil em diferentes atividades do que Terence Howard, que concorre pela sua atuação em “Hustle & Flow”. Além de ator, Howard é um compositor muito bem cotado pelos artistas fonográficos e é formado, acreditem, em engenharia química. Seu interesse pelo cinema começou logo quando bem jovem ao passar os verões na casa da avó, uma atriz de Nova Iorque. Descoberto por um cineasta, Howard então passou a integrar séries de TV e outros programas de entretenimento, saindo assim do anonimato.
Entre os trabalhos mais relevantes de sua carreira estão o premiado “Ray” (2004), no qual contracena ao lado de Jamie Foxx, “Lackawanna Blues” (2005) e “Get Rich Or Die Tryin’” (2005). Outro bom candidato ao prêmio.
E amanhã, não perca a 4ª parte do especial Oscar 2006: Os Indicados, que trará as candidatas ao prêmio de melhor atriz.
Um dos candidatos que tem consideráveis chances de vencer é o australiano Heath Ledger, protagonis
ta de “O Segredo de Brokeback Mountain”. A carreira do ator jazia em baixa quando recebeu o convite de Ang Lee para protagonizar a história de um romance homossexual entre dois caubóis. Ledger estudou o assunto, consultou algumas pessoas e acatou a proposta de Lee. Alguns amigos do australiano reprovaram a decisão, uma vez que o roteiro do filme incluía cenas de beijo com outro homem – no caso, com o ator Jake Gyllenhaal. Ledger, no entanto, acertou na decisão e deu um novo impulso à carreira.O ator começou a atuar aos 10 anos de idade, quando se matriculou em uma companhia de teatro na Austrália. Desde então, começou a trabalhar em diversos filmes e seriados, primeiro para a TV australiana e depois para os estúdios de Hollywood. Entre os sucessos de bilheteria em que atuou estão “10 Coisas que Eu Odeio em Você” (1999), “O Patriota” (2000), “Coração de Cavaleiro” (2001) e “Os Irmãos Grimm” (2005).

Outro candidato de peso ao prêmio é o porto-riquenho Joaquin Phoenix, pela sua atuação no filme “Johnny e June”, do diretor James Mangold. Essa produção é um musical country, em que Phoenix, que interpreta o lendário Johnny Cash, divide as telas com a nova “queridinha da América” Reese Witherspoon. O filme provavelmente não será um sucesso de bilheteria no Brasil, em decorrência de sua temática e estilo, mas encaixa-se perfeitamente dentro da cultura norte-americana, o que justifica seu sucesso por lá.
Phoenix também já participou de grandes produções no cinema: atuou ao lado de Russell Crowe em “Gladiador” (1999) e foi apadrinhado pelo diretor M. Night Shyamalan nos filmes “Sinais” (2002) e “A Vila” (2004).
O nova-iorquino Philip Seymour Hoffman também tem bons motivos para acreditar em sua vitória no Osc
ar. Também ator de grandes produções e com longa carreira no teatro, Seymour foi quem deu vivacidade ao papel do emblemático jornalista Truman Capote, no filme-biografia “Capote”, de Bennett Miller. O seu trabalho nesse filme foi que lhe rendeu a indicação ao prêmio, e não seria de grande surpresa se ele o ganhasse.Seymour é um ator por completo. Já fez papéis de comédia e drama, já atuou em filmes de suspense e romance e já soma quase 40 filmes em seu currículo. Entre eles estão Twister (1996), “Patch Adams – O Amor É Contagioso” (1998), “O Talentoso Ripley” (1999), “Quase Famosos” (2000), “Dragão Vermelho” (2002), “Cold Mountain” (2003) e “Quero Ficar Com Polly” (2004).

O ator norte-americano com descendência escocesa e havaiana David Strathairn concorre ao Oscar de melhor ator pela sua atuação em “Boa Noite e Boa Sorte”, de George Clooney. Essa é a primeira vez que ele concorre na categoria, e há quem aposte que ele levará a melhor.
Strathairn, atualmente com 57 anos de idade, já compôs o elenco de quase 80 filmes ao longo de sua carreira. Uma lista bastante longa, que inclui diversos trabalhos ao lado do diretor John Sayles, amigo de juventude de Strathairn. Entre os filmes em que trabalharam juntos estão “City Of Hope” (1991), “Passion Fish” (1992) e “Limbo” (1999), em que Strathairn atua ao lado de Mary Elizabeth Mastrantonio.
Entre todos
os indicados ao Oscar de melhor ator nenhum é mais versátil em diferentes atividades do que Terence Howard, que concorre pela sua atuação em “Hustle & Flow”. Além de ator, Howard é um compositor muito bem cotado pelos artistas fonográficos e é formado, acreditem, em engenharia química. Seu interesse pelo cinema começou logo quando bem jovem ao passar os verões na casa da avó, uma atriz de Nova Iorque. Descoberto por um cineasta, Howard então passou a integrar séries de TV e outros programas de entretenimento, saindo assim do anonimato.Entre os trabalhos mais relevantes de sua carreira estão o premiado “Ray” (2004), no qual contracena ao lado de Jamie Foxx, “Lackawanna Blues” (2005) e “Get Rich Or Die Tryin’” (2005). Outro bom candidato ao prêmio.
E amanhã, não perca a 4ª parte do especial Oscar 2006: Os Indicados, que trará as candidatas ao prêmio de melhor atriz.
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
ESPECIAL Oscar 2006: Os Indicados (Parte 2)
O cineasta Fernando Meirelles comentou recentemente que 2006 é o ano do Ang Lee. E realmente, tem tudo para ser. O cineasta, roteirista, produtor e ator, natural da cidade taiwanesa de Pingtung, é o favorito ao Oscar de melhor diretor, por seu trabalho em “O Segredo de Brokeback Mountain”. Somando 52 anos de idade, Lee já dirigiu e produziu filmes que foram aclamados pelo público e pela crítica, tornando-o um dos cineastas mais reverenciados da atualidade.

Os trabalhos de maior êxito do diretor, além de “O Segredo de Brokeback Mountain”, são “O Tigre e o Dragão” (2000) e “Razão e Sensibilidade” (1995). O primeiro faturou dois Globos de Ouro – nas categorias de melhor filme estrangeiro e melhor diretor – e dez indicações ao Oscar; Já o segundo esteve presente em inúmeros festivais de cinema e recebeu duas indicações ao Oscar, nas categorias de melhor filme e melhor roteiro adaptado.
O cineasta taiwanês também já teve a oportunidade de trabalhar com grandes atores e atrizes de Hollywood. Entre eles estão Emma Thompson, Kate Winslet, Hugh Grant, Kevin Kline, Sigourney Weaver, Joan Allen, Christina Ricci, Tobey Maguire e Jewel.
No último dia 16, Lee ganhou novamente o Globo de Ouro de melhor direção, pelo seu trabalho em “O Segredo de Brokeback Mountain”.

Outro candidato na categoria é o diretor de “Capote”, Bennett Miller, que não possui uma carreira muito expressiva no cinema. Sua maior e primeira produção reverenciada é, sem sombra de dúvida, “Capote”, estrelada por Philip Seymour Hoffman. Entre os outros trabalhos do cineasta – desconhecidos de nós brasileiros - estão os documentários “The Cruise” (1998) e Bittersweet Motel (2000). Apesar do belo trabalho realizado em “Capote”, suas chances de vencer são bem reduzidas.
O maior concorrente de Ang Lee tem se demonstrado, além de bom ator, um exímio diretor de cinema. George Timothy Clooney, ou simplesmente George Clooney, concorre na categoria pelo seu trabalho na direção de “Boa Noite e Boa Sorte”.

O início da carreira de Clooney no cinema foi sofrível. Os primeiros filmes nos quais atuou não eram boas produções, fazendo-o passar desapercebido. Entre esses trabalhos iniciais estão “A Volta dos Tomates Assassinos” (1998), que dispensa qualquer tipo de comentário.
O sucesso mesmo só iria bater na porta de Clooney em 1994, quando ele se tornou o famoso doutor Doug Ross de ER (Plantão Médico). Daí em diante, a carreira ganhou impulso, e foram vários os filmes em que atuou que foram sucessos de bilheteria, como “Além da Linha Vermelha” (1998) e “Mar em Fúria” (1999). Seu primeiro trabalho como diretor aconteceu em 2004, no filme “Confissões de uma Mente Perigosa” e agora, ele retorna na direção do aclamado “Boa Noite e Boa Sorte”.

Já Paul Haggins, de “Crash – No Limite”, é o novato do grupo de indicados a melhor diretor no Oscar 2006. Foi designer gráfico desde 1986 e hoje se demonstra um dos mais aspirantes diretores de sucesso que estão por vir. Seu trabalho mais efetivo no cinema aconteceu em 2004, ao lado de Clint Eastwood, no premiado “Menina de Ouro”. Haggins foi um dos roteiristas da produção.
Com 58 anos da idade, Steven Spielberg concorre pela terceira vez ao Oscar de melhor diretor. Dessa vez pelo filme “Munique”, que conta a história do atentado terrorista que matou 11 atletas israelenses na Olimpíada de 1972. A primeira vez que concorreu na categoria f
oi há mais de dez anos, pelo filme “A Lista de Schindler”; a segunda, por sua vez, foi pela direção de “O Resgate do Soldado Ryan”. Em ambas as indicações, Spielberg foi o vencedor do prêmio.
Sua lista de trabalhos no cinema é bastante longa e recheada de sucessos, o que figura como um exemplo passível de saudável inveja para os que querem trilhar o caminho de cineastas. Suas produções, como “E.T – O Extraterrestre”, “Parque dos Dinossauros” e “A Cor Púrpura” foram grandes sucessos de bilheteria e algumas delas já lhe renderam vários prêmios. Trata-se de um bom candidato ao Oscar.
E amanhã, não perca a 3ª parte do especial Oscar 2006: Os Indicados, que trará os candidatos ao prêmio de melhor ator.

Os trabalhos de maior êxito do diretor, além de “O Segredo de Brokeback Mountain”, são “O Tigre e o Dragão” (2000) e “Razão e Sensibilidade” (1995). O primeiro faturou dois Globos de Ouro – nas categorias de melhor filme estrangeiro e melhor diretor – e dez indicações ao Oscar; Já o segundo esteve presente em inúmeros festivais de cinema e recebeu duas indicações ao Oscar, nas categorias de melhor filme e melhor roteiro adaptado.
O cineasta taiwanês também já teve a oportunidade de trabalhar com grandes atores e atrizes de Hollywood. Entre eles estão Emma Thompson, Kate Winslet, Hugh Grant, Kevin Kline, Sigourney Weaver, Joan Allen, Christina Ricci, Tobey Maguire e Jewel.
No último dia 16, Lee ganhou novamente o Globo de Ouro de melhor direção, pelo seu trabalho em “O Segredo de Brokeback Mountain”.

Outro candidato na categoria é o diretor de “Capote”, Bennett Miller, que não possui uma carreira muito expressiva no cinema. Sua maior e primeira produção reverenciada é, sem sombra de dúvida, “Capote”, estrelada por Philip Seymour Hoffman. Entre os outros trabalhos do cineasta – desconhecidos de nós brasileiros - estão os documentários “The Cruise” (1998) e Bittersweet Motel (2000). Apesar do belo trabalho realizado em “Capote”, suas chances de vencer são bem reduzidas.
O maior concorrente de Ang Lee tem se demonstrado, além de bom ator, um exímio diretor de cinema. George Timothy Clooney, ou simplesmente George Clooney, concorre na categoria pelo seu trabalho na direção de “Boa Noite e Boa Sorte”.

O início da carreira de Clooney no cinema foi sofrível. Os primeiros filmes nos quais atuou não eram boas produções, fazendo-o passar desapercebido. Entre esses trabalhos iniciais estão “A Volta dos Tomates Assassinos” (1998), que dispensa qualquer tipo de comentário.
O sucesso mesmo só iria bater na porta de Clooney em 1994, quando ele se tornou o famoso doutor Doug Ross de ER (Plantão Médico). Daí em diante, a carreira ganhou impulso, e foram vários os filmes em que atuou que foram sucessos de bilheteria, como “Além da Linha Vermelha” (1998) e “Mar em Fúria” (1999). Seu primeiro trabalho como diretor aconteceu em 2004, no filme “Confissões de uma Mente Perigosa” e agora, ele retorna na direção do aclamado “Boa Noite e Boa Sorte”.

Já Paul Haggins, de “Crash – No Limite”, é o novato do grupo de indicados a melhor diretor no Oscar 2006. Foi designer gráfico desde 1986 e hoje se demonstra um dos mais aspirantes diretores de sucesso que estão por vir. Seu trabalho mais efetivo no cinema aconteceu em 2004, ao lado de Clint Eastwood, no premiado “Menina de Ouro”. Haggins foi um dos roteiristas da produção.
Com 58 anos da idade, Steven Spielberg concorre pela terceira vez ao Oscar de melhor diretor. Dessa vez pelo filme “Munique”, que conta a história do atentado terrorista que matou 11 atletas israelenses na Olimpíada de 1972. A primeira vez que concorreu na categoria f
oi há mais de dez anos, pelo filme “A Lista de Schindler”; a segunda, por sua vez, foi pela direção de “O Resgate do Soldado Ryan”. Em ambas as indicações, Spielberg foi o vencedor do prêmio.Sua lista de trabalhos no cinema é bastante longa e recheada de sucessos, o que figura como um exemplo passível de saudável inveja para os que querem trilhar o caminho de cineastas. Suas produções, como “E.T – O Extraterrestre”, “Parque dos Dinossauros” e “A Cor Púrpura” foram grandes sucessos de bilheteria e algumas delas já lhe renderam vários prêmios. Trata-se de um bom candidato ao Oscar.
E amanhã, não perca a 3ª parte do especial Oscar 2006: Os Indicados, que trará os candidatos ao prêmio de melhor ator.