domingo, junho 12, 2005

 

Dançando No Escuro


Divulgação

Para a inauguração da seção Laboratório do Cinema, vamos comentar aqui a respeito do filme Dançando No Escuro (Dancer In The Dark), que é considerada uma das melhores produções lançadas em 2000. Este nos chama a atenção, inicialmente, por ser o primeiro filme da carreira cinematográfica de Björk, famosa cantora islandesa, que recebeu inúmeros elogios pela sua atuação vigorosa como protagonista nessa produção.

Dançando No Escuro foi dirigido pelo dinamarquês Lars Von Trier, diretor famoso que ganhou respaldo novamente há pouco tempo ao dirigir Dogville. Essa produção foi a vencedora do maior prêmio do Festival de Cannes de 2000, a Palma de Ouro (que corresponde ao melhor filme do ano). O elenco de Dançando No Escuro contou com atores já renomados e bastante conhecidos, como Catherine Deneuve e David Morse, mas todas as atenções se voltaram para a atuação de Björk, que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes de 2000.

O roteiro conta à história de Selma (Björk), imigrante tcheca, e seu filho Gene, de apenas 12 anos, que vivem numa cidade no norte rural dos Estados Unidos. Selma trabalha numa usina têxtil, onde o trabalho é pesado e desgastante. No entanto, isto não a faz menos sonhadora em decorrência de sua realidade. Selma é apaixonada por teatro e filmes do gênero musical, e devido a isto ela vive por imaginar que toda sua vida é um musical, onde as verdadeiras dores do dia a dia são amenizadas pelo consolo das danças envolvidas por músicas apaixonantes que ela cria e imagina em sua mente.

Selma possui uma doença que a faz perder a visão gradativamente, mas em relação a esse assunto ela já está conformada. Sua única preocupação é Gene, que por ser seu filho possui a mesma doença, e que num futuro próximo também perderá a visão por completo, do mesmo modo que ocorre com Selma, que a perde dia após dia. A mãe de Gene guarda dinheiro há muito tempo, economiza o máximo que pode para pagar uma cirurgia para o filho, antes que a doença comece a ganhar maiores proporções. Este é o único objetivo na vida de Selma.

Quando ela consegue juntar quase toda a quantia da qual Gene necessita para ser operado, seu vizinho, que está afundado em dívidas, vê naquele dinheiro a possibilidade de quitar todas as suas contas atrasadas. A partir de então, ao ser envolvida em falsas acusações feitas pelo seu vizinho, que visa pegar aquele dinheiro para si, o drama da vida de Selma ganhará uma proporção muito maior e caminhará para um trágico final.

É inevitável não se emocionar com a história retratada no filme. O drama foi composto de um modo que lhe atribuí um poder devastador no que concerne ao sentimento, ao amor, à esperança e à espera de algo melhor para nossas vidas. A vida de Selma transpõe-se, inclusive, como um exemplo de perseverança, de alguém que tinha todas as razões do mundo para ser infeliz e amargurada e que, mesmo assim, diante de todas as dificuldades, encontra momentos de inocente felicidade, ao cantar para si mesma e de abrir a imaginação aos sonhos que estão tão distantes de si.

Comments:
Ai que lindo!!! Adorei o filme sem sequer tê-lo assistido... Gosto muito de filmes que nos envolvem e nos emocionam, mesmo sabendo que tudo não passa de uma "historinha".
Beijos...
 
O filme parece ser lindo mesmo...
mas se eu ver, vou me desmanchar e chorar por 3 dias...
hehehe.
Parabéns pela escolha do filme, Thiago, foi uma boa escolha
 
Esse filme tem um poder enorme, é muito bem escrito e interpretado. Fica muito longe das obras melodramáticas americanas. De histórinhas o cinema mundial está cheio, o que não é o caso de Dançando No Escuro; Lars Von Trier prova que é um grande diretor, e que depois do Dogma 95 ele ainda tem muito a fazer.
 
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Nossa eu já amo filme (apesar deu ser uma ignorante no assunto), desse tipo (drama) amo mais ainda, e com essa historia linda...Pronto fechou! Vou assistir... Onde eu posso pegar? Alguém que assistir comigo? Não sou muito fão de assistir sozinha. Mas...assim como a Sarah, eu vou chorar. Para quem chora em Pett Adams, Efeito Borboleta, Olga, Titanic, História da vida de Santa Maria Goreth até Lagoa Azul, (quando a mocinha, que eu não lembro o nome agora e o Richard, perdem o filhinho envenenado, coitado! Eles sofrem tanto...que dó.) imagina se não iria chorar nesse filme querido...há, há, há..E ai alguém disposto a assistir comigo? Eu juro que eu choro baixinho...
 
Danilo, primeiramente, gostaria de agradecer seu comentário e as ressalvas que você fizeste. É muito bom receber comentários de pessoas que viram o filme e que articulam sobre ela. Mas, sabe, quando eu vi essa produção eu também estava ciente de que Selma trabalhava numa fábrica de pia. Mas consultando a sinopse da própria embalagem do VHS, eu estranhei o fato de que lá dizia que ela trabalhava numa fábrica têxtil. Fiquei nesse impasse sobre o que colocar na resenha. Aí, por fim, acabei colocando o que constava na sinopse da capa. Provavelmente um erro de quem escreveu a sinopse e que eu acabei trazendo para cá.
Obrigado pela observação.
 
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