domingo, junho 19, 2005
Túmulo com Vista

Divulgação
(Plots with a View) Inglaterra/Alemanha, 2002. Direção: Nick Hurran. Duração: 100 minutos
A trama se passa numa cidadezinha do país de Gales, na Inglaterra, a qual é habitada, em sua maioria, por velhinhos. Portanto, as mortes são, digamos, quase que habituais. É neste vivo cenário que Boris Plots (Alfred Molina de Spider Man2) – um discreto agente funerário, apaixonado desde sua adolescência por Betty Rhys Jones (Brenda Blethyn de Pride and Prejudice) casada atualmente com o prefeito da pequena cidade de 7.511 habitantes – e seu concorrente Frank Featherbed (Christopher Walken de Pulp Fiction) disputam os ofícios fúnebres locais.
Frank é um americano excêntrico (com cabelo à la Walter Mercado) que herdou de seu tio (o velho Bryn Flowers) a agência funerária Featherbed e junto com seu fiel assistente Delbert (Lee Evans de O Medalhão) tentam a todo custo inovar (incluindo velórios com super produções, com direito a sapateado e “caixões espaciais”) para ganhar a clientela da já tradicional “Plots”, empresa de Boris.
Boris, por sua vez, não tem preocupação em adquirir clientes, já que seu sonho é ser dançarino de salão profissional e marido de Betty que, muito tímida, aceitou dançar com o atual prefeito Hugh Rhys Jones há 30 anos atrás, casando-se com este não por amor, mas por conveniência. No entanto, ao promover o enterro da sogra de Betty, Boris descobre que sua paixão por ela é correspondida e decidem ficar juntos; porém, Betty zelosa pela reputação do marido (que a trai com a secretária Meredith), nega-se a fugir com Boris, que apresenta como única solução a morte forjada de sua amada. Contudo, o que não constava em seus planos, era a possibilidade de seu concorrente realizar o enterro, já que todos pensavam que a morte era real.
É neste cenário fúnebre de concorrência e amor, que “Túmulo com Vista” mostra-se diferente de tudo que você já viu, com um casal fora dos padrões hollywoodianos, e críticas a esses mesmos padrões, além de um gostoso sotaque britânico. Para quem está cansado do humor agressivo ou da “comédia-romântica-clássica-americana” (onde os casais mais parecem deuses do Olimpo, do que reais), não pode deixar de assistir essa comédia que, apesar de leve, não poupa suas críticas e faz um gancho entre as cenas através de dicas sutis (que se mostram também nos nomes) ao longo do filme.
Comments:
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Lembro de uma bela atuação de Alfred Molina em Frida, já o Túmulo com Vista eu não assisti. Gosto da visão provinciana de alguns filmes, não sei se é o caso desse filme, mas deve ser interessante.
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