domingo, julho 24, 2005
Que mistério se esconde por trás do sorriso de monalisa?

O “Código Da Vinci”, um dos maiores best-sellers norte americano dos últimos tempos, agora vai estar no cinema. O filme dirigido por Ron Howard e produzido por Brian Grazer será estrelado por Tom Hanks, Jean Reno, Andrey Tautou, Ian McKellen, Alfred Molina e Paul Bettany. A estréia está prevista para o dia 19 de maio de 2006. Depois de um investimento milionário em marketing, no livro, que foi publicado recentemente no Brasil, os olhos dos financiadores e amantes da cultura e da arte norte americana se volta para a produção cinematográfica, que promete ser o maior filme de todos os tempos.
De acordo com o roteirista Akiva Goldsman, em uma entrevista ao jornal Chicago Sun-Times, o filme não terá muitas modificação em relação ou livro. “O filme será uma adaptação do livro para tela do cinema.”
São abundantes os romances, bem como as suas correspondentes adaptações cinematográficas, que se encaixam na chamada “teologia-ficção”, para questionar a veracidade histórica do cristianismo. Não há dúvida de que pretendem aproveitar-se comercialmente do escândalo que suscitam nos fiéis e, ao mesmo tempo, fazer sucesso com um publico carente de religiosidade, mas ainda familiarizado com o imaginário cristão.
O autor do livro “O Código Da Vinci”, Dan Brown, emprega a velha fórmula dos ficcionários, de encher o enredo de informações aparentes que, na realidade, não tem nenhuma base histórica, artística e religiosa. Assim como os contos realistas que misturam a ficção com a realidade, criando idéias de que se refere à verdadeira história.
O enredo deste romance se baseia em afirmar que Jesus foi casado com Maria Madalena, com quem teve uma filha. Este fato teria sido supostamente silenciado pela Igreja Católica ao longo da sua existência. A igreja se esconde através de assassinatos, guerras e perseguições.
Já a Igreja Católica, que aparece como uma grande mentira histórica, defende-se, dizendo que essa obra não tem nenhum fundamento histórico, de modo que esta crença não é sustentada por nenhum protestante ou católico.
Na história, a igreja é caracterizada como uma criação, ou seja um produto de uma invenção do imperador Constantino, na busca pela unidade do Império Romano. Anteriormente ao Império de Constantino, o cristianismo teria sido uma religião oriental pregada por um profeta judeu chamado Jesus, casado com certa mulher, de nome Maria Madalena, com quem teve uma filha. Constantino teria fundido os ensinamentos cristãos com as tradições pagãs, para que fossem mais facilmente aceitos pelo povo. Ou seja, uma crença adaptada para o seu povo infiel.
Para que isso desse certo, Constantino também promoveu o Concílio de Nicéia, onde submeteu a votação à declaração da divindade de Jesus, que até então era simples homem. Esse fato fez com que fosse necessário destruir os relatos evangélicos e reescrevê-los, para demonstrar a divindade de Cristo. Nesta manipulação de informações, a figura de Maria Madalena, mulher de Jesus fora suprimida, convertendo-a a mulher que está descrita na atual Bíblia.
Neste aspecto, da mulher passa a ser abolida da verdadeira história da religião, que perpassa a história do romance. O aspecto feminino e sexual da religiosidade cristã teria sido sistematicamente recusado pela Igreja. Isso nos mostra a crítica do autor em relação aos Dogmas da Igreja Católica, em especial a crítica da visão machista do Vaticano pelo Opus Dei, que imagina mulher como inimiga, o ser mais maquiavélico da verdade e capaz de todos tipos de crimes. Isso levou a Igreja a matar milhões de mulheres entre o século XV e início do século XVII.
Trata-se de um contraste a verdadeira e atual história do catolicismo pagão, ao mesmo tempo em que supre a mulher da participação da igreja. Há um culto, escondido por debaixo das veste dos “homens” da igreja em relação ao culto a libertinagem e a sexualidade. Isso se verifica, constantemente pelos noticiários, que detalham, narram e informam inúmeros casos de pedofilia e perversão sexual de clérigos.
A conclusão do romance é que a suposta verdade sobre o cristianismo é falsa, descobrindo as provas do casamento de Jesus com Maria Madalena. Isso perpassa num apaixonante jogo de chaves escondidas, revelações surpreendentes, enigmas complicados, verdades, mentiras, realidades históricas, mitos, mistérios e suposições em uma trama cheia de reviravoltas inesperadas.
*Foto de divulgação
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Mais um livro convertido para as telonas, e mais uma bomba a caminho. Puro marketing, ganância e dinheiro rolando por trás disso... Esse negócio de transformar livros em filmes nunca me agradou, e difilmente O Código Da Vinci mudará minha concepção em relação a isso.
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