domingo, janeiro 15, 2006
Piada mórbida
Tão ruim, mas tão ruim que é até legal. É isso mesmo. O filme “Terra dos Mortos” (2005) de George A. Romero deveria ser de terror, mas os efeitos especiais, o roteiro e a maquiagem são tão ruins que ao invés de gerar susto gera riso, muito riso.Pra começar o roteiro do filme é sem pé nem cabeça. Começa com os mortos-vivos quase “dominando o mundo” e com alguns humanos sobreviventes que moravam cercados em uma ilha, mas em momento algum explica como os morto-vivos dominaram a cidade. Ok, Romero, sabemos que você já fez três filmes de zumbis: A noite dos mortos vivos (Night of the Living Dead, 1968), e suas continuações O despertar dos mortos (Dawn of the Dead, 1978) e O dia dos mortos (Day of the dead, 1985), mas não custava nada dar uma contextualizadinha,né?
Bom, mas continuando... toda noite os sobreviventes, com ajuda de fogos de artifício, entravam no que restou da cidade para pegar comida, remédios e o que necessitavam. Conseguiam isso, porque os mortos-vivos eram além de mortos, burros, não raciocinavam. Porém, os mortos-vivos começam a evoluir (uau! Será que ao invés de macacos nós éramos mortos-vivos na pré história???) e formam um exército para invadir a “ilha” dos sobreviventes. Aliás, as cenas da “evolução” são as mais hilárias! Mas continuando a bela história do filme, os mortos-vivos invadem a cidade e começa um verdadeiro massacre e adivinhe quem bate (ou morde) mais? Os mortos-vivos sem cérebro!! Caramba, os humanos devem ser muito burros mesmo, perdem na briga até pros mortos, super legal.
Mas o “mais legal” de tudo é a maquiagem. É tão ruim, mas tão ruim que nem tem como explicar num texto, só vendo mesmo. Mas só pra dar uma palhinha, imagina a pele humana sendo arrancada com a mesma facilidade que se desfia um frango cozido. Imaginou? Pois é... a gente ri pra não chorar.
Ah, você deve estar pensando: pelo menos os atores escapam, certo? Infelizmente não, caro amigo leitor. Apesar de “Terra dos Mortos” contar com Dennis Hopper e com o colombiano John Leguizamo (“Assalto à 13ª DP” e “Efeito Colateral”) em papéis de destaque, as atuações não são nada convincentes, nem o herói nem o monstro. A diferença é que os mortos-vivos conseguem, pelo menos, ser engraçados.
*Foto do site Adorocinema